Você olha o saldo da conta, vê que tem dinheiro, e pensa: "dá pra comprar". Aí compra. Aí chega a fatura do cartão. Aí vem o aluguel. Aí você lembra daquela parcela. E de repente o mês apertou.
Esse ciclo se repete porque falta uma conta simples que quase ninguém faz.
O erro de olhar só o saldo
Saldo é foto, não filme.
Ele mostra quanto você tem agora, mas não mostra quanto desse dinheiro já está comprometido. Parcelas que ainda vão cair, assinaturas que renovam automático, contas fixas que chegam todo mês.
Quando você decide uma compra olhando só o saldo, está ignorando tudo que já tem dono.
O cálculo que muda tudo
A conta é essa:
Saldo atual − compromissos futuros = quanto você realmente pode gastar
Parece óbvio. Mas você faz isso antes de cada compra? Com todos os compromissos mapeados? Considerando o que vai entrar e sair nos próximos 30, 60, 90 dias?
A maioria das pessoas não faz. Não por falta de conhecimento, mas na verdade por falta de ferramenta. Fazer essa conta de cabeça toda vez é impossível. Fazer na planilha dá trabalho demais.
Um exemplo prático
Digamos que você tem R$ 3.000 na conta hoje. Parece bastante. Mas nos próximos 30 dias você tem:
Aluguel: R$ 1.200
Parcela do celular: R$ 250
Cartão de crédito: R$ 800
Assinaturas (streaming, academia, etc): R$ 200
Isso dá R$ 2.450 comprometidos. Seu "saldo real" pra gastar é R$ 550, não R$ 3.000.
Aquele tênis de R$ 400 cabe no orçamento. Aquela viagem de R$ 1.500? Só se você quiser começar o próximo mês no vermelho.
Por que a gente erra tanto nisso
1. Viés do presente: Dinheiro na conta parece disponível. Nosso cérebro não subtrai automaticamente o que ainda vai sair;
2. Compromissos invisíveis: Parcelas, assinaturas e débitos automáticos não ficam na nossa frente. A gente esquece que eles existem até a fatura chegar;
3. Falta de projeção: Apps de banco mostram extrato. Planilhas mostram passado. Quase nada mostra o futuro.
Como resolver
O caminho para resolver é de apenas três passos:
1. Mapeie todos os seus compromissos: Não só as contas grandes. Assinaturas pequenas, parcelas esquecidas, débitos automáticos;
2. Projete seu saldo futuro: Com seus compromissos mapeados e sua renda prevista, calcule como vai estar sua conta daqui a 1, 2, 3 meses;
3. Tome decisões com base no saldo projetado: Antes de comprar algo, olhe não pra quanto você tem, mas pra quanto você vai ter depois que tudo cair.
Planejamento financeiro é a chave
A diferença entre quem vive apertado e quem tem tranquilidade financeira muitas vezes não é quanto ganha. É se essa pessoa sabe, de verdade, quanto pode gastar.
O Visor faz esse cálculo pra você. Conecta suas contas, identifica seus compromissos, e te mostra não só onde você está, mas pra onde está indo.
Sem surpresa no fim do mês. Sem decisão no escuro.